Manifestações pró Tibete e Sudão espalham-se pelo mundo
Organizações Não Governamentais de diversas partes do mundo aproveitaram a realização dos Jogos Olímpicos para protestar contra a política externa da República Popular da China em relação ao Tibet e ao Sudão (região de Darfur).
A organização dos direitos humanos “Candle for Tibet” (http://candle4tibet.ning.com) promoveu um protesto criativo e ecologicamente viável para o dia da abertura e do encerramento dos Jogos Olímpicos: convocou o maior número possível de pessoas a colocarem uma vela acesa na janela de sua casa, no intuito de formar uma imensa vigília planetária.
No site da campanha, no qual estão cadastrados membros de 150 países, pode-se visualizar um mapa com pequenos pontos onde houve alguma vela acesa em favor da causa tibetana. No dia do encerramento das Olimpíadas, a manifestação será repetida, e outras ações já estão programas para dar continuidade às ações pró-Tibete.
Já a organização Dream-for-Darfur http://www.dreamfordarfur.org/, organizado e presidido pela atriz Mia Farrow, propõe denunciar a política chinesa na região de Darfur, no Sudão, que patrocina – e ajuda militarmente – na operação de limpeza étnica entre as tribos sudanesas que se opõem ao regime político vigente. Mia Farrow gravou uma “abertura alternativa” aos Jogos Olímpicos, pedindo aos telespectadores que mudassem de canal durante a abertura, pois os 15 patrocinadores do evento recusaram-se a denunciar a causa sudanesa.
O Partido Verde brasileiro, por sua vez, no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos, organizou manifestações simultâneas nas capitais onde há representação diplomática chinesa em prol das causas sudanesas e tibetanas. Em São Paulo, o ato foi realizado em frente ao consulado chinês, sob a liderança do presidente do PV e próximo vereador pela Capital José Luiz Penna, que há anos defende incondicionalmente as duas causas.

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