Penna recebe expositores de rua para debate no comitê
Na pauta de discussões, a legalização das atividades
comerciais autônomas em espaços públicos
Na última quarta feira, 13, Penna recebeu em seu comitê de campanha representantes de classes de vendedores autônomos e expositores que trabalham em locais públicos da cidade, como parques, feiras e praças e reivindicam reconhecimento e legalização das atividades comerciais junto ao poder municipal.
A questão envolve um dos pontos centrais da campanha de Penna à Câmara Municipal de São Paulo, que é o ato de legalizar. E há anos ele luta pela ampliação de espaços públicos que possam unir comércio, lazer, cultura e interação com o meio ambiente, luta essa que resultou, por exemplo, na criação da Feira da Vila Madalena. Penna falou de sua experiência à frente de iniciativas dessa natureza e da importância delas para a cidade. “Uma grande dificuldade em São Paulo é a questão da legalidade de determinados segmentos de trabalhadores, que vivem sob constante ameaça do poder público. Não pode mais haver qualquer sombra de ilegalidade sobre os comerciantes de rua. A cidade depende dessas atividades e só é preciso organizar e disponibilizar espaços adequados”.
Penna também explicou a posição do Partido Verde sobre a escolha por Kassab para integrar a chapa de campanha “São Paulo Rumo Certo”, falando sobre a sensibilidade da atual gestão quanto às questões ambientais, traduzida pelo fortalecimento político da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, pasta comandada por Eduardo Jorge (PV). “Quero deixar claro que muitos segmentos políticos criticaram a nossa posição, mas estamos muito confortáveis com a escolha de Kassab, que permitiu nosso acesso à Prefeitura e manteve, desde o governo do Serra, todos os compromissos com as questões ambientais da cidade.”
Entre os participantes estavam Valter Freire, coordenador dos expositores do Parque Villa Lobos, e Maria Emília, presidente da Associação de Amigos da Praça Benedito Calixto. Os demais participantes propuseram idéias ao candidato e pediram seu apoio na Câmara Municipal para criar mecanismos legais que possibilitem alocar artistas de rua e vendedores ambulantes em eventos e feiras como grupos organizados, para que haja qualidade nos serviços prestados e auto-sustentabilidade de gestão.

14/10/2008 às 03:02
Infelizmente não participei deste encontro, portanto não posso opinar..
Tenho me dedicado o quanto posso para melhorar as relações estre os artistas de rua, comerciantes, artesãos e artistas ambulantes, no sentido de encontrar formas de trabalho que nos dignifique a todos.
Infelizmente, para a consecução deste trabalho não podemos contar com poder público, pois este encontra-se muito distante das nossas melhores espectativas.
A arte nas ruas é hoje uma atividade de concentração econômica e não somente cultural.
Existe uma economia de entorno que vive e sobrevive a parir das atividades culturais e isto é sempre colocado em segundo ou terceiro plano quando vamos buscar junto a administração pública, executiva ou parlamentar, o auxílio necessário para a continuidade e crescimento de nossas atividades. A arte das ruas é vista como atividade marginal.
Hoje não temo em dizer que o grande inimigo dos artistas de rua e artesãos é o poder municipal, pois ali reside o descaso e a incompetência administrativa, travada por falta de leitura social e comodismos que remetem a exasperação.
Para administrar as feiras de artesanato e os artistas de rua, om poder público coloca para fiscalizar-nos até iletrados.
Grupos como os da Feira da Liberdade, Praça da República, Trianon, Bixiga, Julio Prestes, são os que hoje formam o que de melhor existe em arte de rua em São Paulo estão sucumbindo por falta de apoio e consistência dos orgão públicos.
A Feira da Liberdade, por exemplo, da qual sou um dos coordenadores, é hoje a maior feira da América Latina sobre solo urbano legalizado, no entanto, é impedida de crescer muito por ingerência nefasta da atual administração Andréa Matarazzo, cuja influência tem origem no Projeto Viva Centro, que objetiva a desmobilização das atividades artisticas/culturais nas praças do centro de São Paulo.
Não tenho dúvida que Penna nos auxiliará o quanto necessitarmos para melhorarmos as relações com a “administração central” e assim, melhorarmos nossa renda cidadã através do artesanato e da arte nas ruas.
Será um trabalho exaustivo, mas com certeza, compensador.
Parabéns Penna pelo encontro.
São Paulo, 14 de outubro de 2008 - 02:53
Luiz Carlos Bosio - Feira da Liberdade